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Infonline Chopotó! O Botocudo de Cipó.
Desde: 13/04/2009      Publicadas: 67      Atualização: 06/03/2010

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Estamos voltando aqui para dar uma chamada ao livro do escritor cipotaneano Nezito Reis que descrevem várias características do modo der Ser das Pessoas e da cidade. Vejam aí!

Um dia desses comprei passagem para Cipotânea. Durante a viagem minhas pernas pareciam fracas. Havia uma adrenalina bem alta em ação. Eu não tinha a menor idéia do que iria encontrar lá. No ônibus, eu estava ansioso, mexendo-me muito, impaciente mesmo. No início da descida da Serra do Desterro7, aos poucos me fui descontraindo. Puxei conversa com meu companheiro de viagem, que estava na cadeira ao lado do corredor. Fui logo indagando:
- Moço: sabe me dizer se tem pensão ou hotel na cidade?
- Tem o hotel do Chico Dias ali na Rua do Caminho, respondeu-me o jovem. - O Sr. não tem nenhum parente em Xopotó? - perguntou-me o rapaz.
- Acho que tenho, mas faz mais de vinte anos que não venho para cá. Tenho receio de não encontrar ninguém.
- De qual família o Sr é? - indagou-me o atencioso passageiro.
- Bem, tinha o Marin, irmão do Barão, que é meu tio. Você deve conhece-los, não? - perguntei.
- Ah, sim, eles são ali da Barra. Mas o Sr. pode ficar tranqüilo que vou levar o Sr. no bar do seu primo Vicente.
- Olha moço, falei pra ele, - fico muito agradecido pela sua atenção.
- Pode ficar sossegado que o Sr. está em casa. Tem muita gente lá pra receber o Sr. Não precisa de hotel nem de pensão.
- Poxa, vai lá pra casa se precisar, me falou o rapaz.
- Aproveito e tomo umas com você, eu lhe disse.
- Faz muito que o Sr. não vem a Xopotó?
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7- Desterro - Serra que circunda a cidade de Desterro do Melo.


- Perdi a conta. Não sei se vinte e dois ou vinte e três anos ausente. Nesse período, sem nenhum contato com os parentes. Sei apenas que meus avós, os quatro, e mais alguns tios já partiram. O tio Marin caiu no rio, contou meu pai, Pereira, irmão dele. O corpo foi achado três dias depois lá pra baixo do Xopotó: Caiu da pinguela8 , voltando pra casa, e sem beber nada naquele dia. Alguém passando pela estrada paralela ao rio, viu o corpo boiando a uns três quilômetros de onde ele havia caído. O cidadão, quando viu aquilo, correu com cipós e amarrou meu tio numa árvore. Feito isto, ele foi pra cidade avisar a todos. Interromperam as buscas que haviam iniciado tão logo Marin sumiu nas águas do Brejaúba. Meu primo Dimas estava com Marin naquela noite. Quando percebeu a falta do tio, àquelas horas da noite, Dimas mesmo transtornado, correu para avisar o Barão, o Cimim, o Zé Geraldo, o Carlos, o Zezinho do Nilo e outros tantos que moravam nas redondezas. Saíram todos com tochas e lampiões pras margens do rio. Noite em vão e triste. No dia seguinte apareceu considerável reforço vindo de Barbacena. Pessoal com treinamento do Corpo de Bombeiros e da E.P.C.AR9.
Trabalharam nas buscas sem nenhum resultado. Ao fim de três dias o corpo boiou. Ai acabou a agonia das buscas. A perícia constatou morte por afogamento. No corpo de Marin havia apenas alguns arranhões! Nada quebrado! Incrível, rolar por toda aquela distância por três noites e três dias, submerso no Brejaúba e em seguida pelo Xopotó! Não quebrar nada do corpo, em vista da corredeira, nos baixos da ponte de ferro, uma pequena cachoeira, com paus e pedras em seu caminho!
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8 -Pinguela - Tronco que serve de travessia sobre um rio.
9- E.P.C.AR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar.


Marin era uma pessoa muito carismática. Por onde passou deixou saudades e grandes amizades. Ele sofria de incontinência urinária (urina solta). Vivia usando "calçolão" de plástico para evitar maiores constrangimentos. Trabalhava quase sempre na lavoura. Vez ou outra se aventurava a revender artesanato: bolsas de palha10, que os próprios parentes produziam. Às vezes saía pelos sítios comprando frutas para revender na feira em Barbacena.
Em Xopotó não havia feira e não há até hoje. As bolsas ele levava para Lafaiete, Barbacena, Juiz de Fora, São João e outras cidades da redondeza. Algumas vezes acompanhei meu tio pelas andanças de vendedor. Vendíamos todas as bolsas e voltávamos com algum dinheiro.
Falar de Brejaúba, saudades, muitas saudades!
Quando ando, não escrevo. Sentado nesta pedra fria não consigo me concentrar. A julgar pelo barulho do outro lado da rua deve ser samba ou pagode, sei lá.
Quando cheguei a Sampa passei maus bocados, sem ter ninguém, à procura de emprego. Época dura: ditadura, repressão, preconceito, etc. Na Brejaúba, no Vaivém, ainda pequenos, usávamos camisola11, os meus primos e eu, morando em local quase ermo. Visitando mais que visitado. De camisola ou não. Não faz diferença, a roupa era apenas para cobrir o sexo ou não pegar resfriado.
Pra evitar verme, piolho, bicho-de-pé12 , picada de cobra, camisola não servia. Pisando em bosta de bois, descalço, montando bezerros em folia, na casa de Chico Arantes, irmão de minha avó. Todos nós corríamos
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Grupos/ Novidades/ Curiosidade - Banda de Congada dancando no jubileu do Senhor Bom Jesus da Paciência, municipio de Cipotanea MG.

Veja esta foto aí Pessoal, recebemos aqui fotos da banda de Congada em Cipotânea e estamos realmente motivados para impulsar tal movimento cultural a frente. Na foto poderemos ver que muitos jovens estäo dancando. Por isso mesmo é uma esperanca de näo perdermos a tradicion.
Estamos convocando todos os interessados em ajudar nos neste projeto para entrar em contato conosco, seja enviando fotos, comentários, sugestöes ou atividades concretas.
Como Cipotânea é uma cidade muito religiosa, sugiro também que nas rezas locais convidem a banda para participarem, isso faz parte da cidadania e estar com...
Literatas Pirateiras - O jornal Infocultural Cipotânea Online apresenta um cometário do estudante de filosofia Geraldo Felício Trindade sobre Jean P. Sartre
Jean-Paul Sartre é um dos filósofos mais importantes da corrente existencialista. Pode-se ver em seu pensamento a angústia do homem moderno, em especial, daquele homem pós-guerra. Ele se atreveu a pensar essa realidade existencial que corresponde à visão de um homem sem fé, sem família, sem amigos e sem finalidade na vida.

Partir-se-á sob a temática da liberdade perpassando o pensamento sartreano e deter-se-á também às visões e percepções deste tema na contemporaneidade.
O jornal Infocultural Cipotânea Online apresenta um cometário do estudante de filosofia Geraldo Felício Trindade sobre Jean P. Sartre..
Atividades e Pessoas - Cantiga poética sobre a Saudade Dona Braza do Chopotó
Saudade é expression difícil de ser traduzida. Veja aqui um trecho do texto:
Saudade è a lembranca de quem já se foi
È o desejo profundo de quem partiu
È a falta cruciante de um ente querido
È o afastamento da pessoa amada
È o querer martirizante e cego
È a lacuna deixada em nossa mente
È algo que se sente e nao se explica
È o suspiro dos que se amam...

Aqui apresentamos uma cantiga escrita pela Sra. Brazilina F. T. Reis.
Debates Eco-loucógicos - Medusa Leäo na sua obra Retorno Temporal. Medusa Leäo brinca com as palavras e sentimentos. A poetisa nasceu na Brejaúba município de Cipotânea MG

POETIZA DA VIDA esta é o pseudônimo de Medusa Leäo na sua obra Retorno Temporal. Ela brinca com as palavras e sentimentos. A poetisa nasceu na Brejaúba município de Cipotânea Mg. Veja aí trechos:


Brisa secante que passa,
pRivacidade relevante
Amante da vida
praZeres momentâneos
vIvendo instantes, distantes
Liberdade que candeia
Ilusão verdadeira
CaNção ritmada
vidA que esmorece animada


Madrigais sonetos
bAdalando sinetas
anDorinha secreta
Amores ditos inconstantes
aLma envolto na casca
Eterna torna
eNtornada na esperança
regAlma sonhos.


Desvenda mistérios
Acorda a monotonia.


Trindade concebível
tRanspõe obstáculos
não Implica o nascer do sol
eNfrenta moratórias
anDejas inquietações
nAvega pensamentos
oDe envolto em palavras
poEta és...
Atividades e Pessoas - O vale do Xopotó apresenta a poesia do "O perfume de Sândalo na obra de Neuza Ladeira"
Dissecando a obra de Neuza Ladeira não vejo, em momento algum, qualquer hermetismo nos seus trabalhos, sejam de pintura, desenho ou poesia. Apenas deixo um alerta: Para entender Neuza Ladeira, temos que ter o saudável exercício do pensamento e da interpretação para saber encontrar e saber ler na estrutura desenhada pelos seus pincéis e tudo mais que é desfilado ao meio dos lírios, dos campos e dos guaches traduzidos como os pilares de sua obra refletidos pelo ftgaleriativo e pelo expressionismo retornam o significado de um instrumento de investigação do sentido íntimo, primal, do universo. Em sua manifestação artística está reproduzindo todo o conteúdo emocional e as reações subjetivas que exercem forte domínio sobre o convencionalismo e a razão. Além de tudo pelo inconsciente coletivo. E nada é por acaso. Cada traço, risco ou matriz de sua obra nos conduz a uma rede emaranhada de lembranças que nos chegam livres da reminiscência amargurada.

Vivi um tempo de estio

Onde a inocência

Acalentava-me frente

Às metamorfoses constituídas

Nesta travessia
Literatas Pirateiras - Caetano Trindade de Cipotânea escreve literatus poético estético... veja
A poesia continua viva com palavra coisa ativa, matéria do tempo vivo, profundezas em superficies. A arte dionisiaca no gosto de celebrar a vida. A arte do potente criativo. A arte ditirâmbica, a arte possante de magia e criatividade. A arte aspiradora do destino. A arte circulante. A arte vigorante. A arte riquissima. A arte extra-moral. A arte do vivo fatal.



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